quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Outras vivências


Entre os prazeres das férias sempre me permiti uma obra literária mais densa e com um número mais significativo de páginas, não por considerar quantidade igual à qualidade, mas sim, pelo simples fato de usufruir maior tempo para o deleite da literatura. Assim nas últimas férias estive deliciosamente acompanhada por Raquel de Queiroz na obra Memorial de Maria Moura, um êxtase! Ainda noutra  desfrutei da grandiosidade de Quarup, de Antonio Callado. Atualmente  acabo de acompanhar a luta histórica da raça negra em busca da liberdade, no romance épico Os tambores de São Luís, de Josué Montello. Uma obra repleta de lirismo e encantamento que prende o leitor à narração intensa e inquisitiva. 
No entanto a intenção aqui não é resenhar nenhuma dessas ou outras obras literárias, poderia-se citar inúmeras, mas sim extravasar a sensação inebriante de ser capaz da Literatura, ou seja, ter sido iniciada, instruída e cativada à arte literária. Uma vez inserida nesse fascinante universo, impossível recuar, sendo que cada livro instiga a outros.  E assim, vicia. Vicia sem entorpecer, porque ao contrário, elucida , esclarece, vislumbra sempre novas e infinitas possibilidades.
Obviamente toda iniciação carece de mestres. Certamente tive o privilégio de conviver com muitos.  E se hoje escrevo para partilhar o prazer de ser leitora é com intenção de propagar a ideia e  disseminar a paixão pela literatura, objetivo e fim maior de qualquer processo educacional. Torna-se leitor aquele que conquista uma autonomia no seu eterno processo construtor de saberes e compreende que somente uma vida não basta para tantos sentimentos controversos e tantas prosas e versos... Necessita então de outras vivências, obtendo-as na Literatura.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Necessidade de escrever

Como professora de linguagem repito incontáveis vezes, que o exercício da leitura e da escrita devem ser diários e reflexivos, inerentes ás nossas próprias formulações do pensamento. Mas quantas vezes realmente nos permitimos, enquanto professores ou simplesmente cidadãos  o uso da palavra escrita? Escrever é registrar a sua palavra. A preocupação que imerge deste tema é que ao abdicarmos o registro da palavra escrita, estejamos de fato nos abstendo da condição de ser pensante e questionador,  Professor tem que antes de tudo ser um eterno estudante, escrevo e me auto corrijo. Percebo o quão parco está meu vocabulário, o quanto peco nas concordâncias, e como necessito ler e escrever muito mais.
A escrita criadora, pessoal, intransferível que nasce das leituras e das vivências e que vem reelaborada por antigos e novos raciocínios, deve ser o objetivo maior de escrever, Esta  tarefa em si deveria ser uma meta de todos que educam, que ensinam e que aprendem, num exercício constante de crescimento pessoal e intelectual, Urge a necessidade de escrevermos diante de uma era  de "cópia e cola" que está restringindo aos poucos a nossa capacidade de criação