sábado, 14 de fevereiro de 2015

Do obscuro das horas



Tudo é longínquo e irreal
O livro que acaba
o vento insistente
que traz ares de outono
Ao verão já ausente.
Ausente o tempo,
a noção de espaço
O real e o fictício,
0 concreto e o abstrato
O pulsar da vida que há tempos desvaneceu
Buscando o  antigo rítmo
de um coração que esquece de pulsar
Abruptamente lembra de respirar
Mata o silêncio das horas
embora cúmplice,
desejado e impreterível
Na sua dança mórbida
Traz o inarrável, o obscuro
 e o inconcebível.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mal de professor

Principiando pelas palavras do mestre Jaime Caetano Braum..."Parar não é descansar porque estar parado cansa"constato há dias que sinto saudade das aulas, do barulho das crianças e jovens, dos olhares ternos e ao mesmo tempo desafiadores, das leituras dos livros e dos mundos, da convivência de trocas e aprendizagens, nem sempre tranquilas e amenas, nem por isso menos edificantes, enfim, do  controverso ambiente escolar,
 Obviamente que as férias são maravilhosas  e dedicar mais tempo aos seus é extremamente compensador e serve de inspiração,quem sabe a outro texto, mas sabe aquele terrível mal de professor, quando em diversos contextos, remete tudo à sala de aula. Exemplo: ouvindo músicas, vendo filmes ou documentários, viajando a qualquer lugar( quando o objetivo deveria ser meramente de relaxamento físico e emocional) Vem aquele comentário" Bahh!!! Tenho que trabalhar isso com meus alunos....Ao ler um livro interessante então, falta pouco pra sair compartilhando fragmentos pelas redes sociais, e quando começa a fazer teste de gramática e enviar dicas de ortografia pelo Face; e o pessoal só não responde que dê um tempo, estão de férias, por questão de boa educação, não tem mais jeito; está na hora de regressar ao embate, ou seja. o confronto do conhecimento versus ignorância, propósito de todos nós.
Assim ao fevereiro que impiedosamente nos lembra que as mordomias de féria agonizam, sejamos gratos e aprazíveis, uma vez que logo recomeçam as aulas, que mesmo relutando em admitir, necessitamos, como seres diariamente em construção.
Bem e quando professor começa a escrever textos em blog, manda  voltar pra escola, que tá na hora...