Tudo é longínquo e irreal
O livro que acaba
o vento insistente
que traz ares de outono
Ao verão já ausente.
Ausente o tempo,
a noção de espaço
O real e o fictício,
0 concreto e o abstrato
O pulsar da vida que há tempos desvaneceu
Buscando o antigo rítmo
de um coração que esquece de pulsar
Abruptamente lembra de respirar
Mata o silêncio das horas
embora cúmplice,
desejado e impreterível
Na sua dança mórbida
Traz o inarrável, o obscuro
e o inconcebível.
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