Como professora de linguagem repito incontáveis vezes, que o exercício da leitura e da escrita devem ser diários e reflexivos, inerentes ás nossas próprias formulações do pensamento. Mas quantas vezes realmente nos permitimos, enquanto professores ou simplesmente cidadãos o uso da palavra escrita? Escrever é registrar a sua palavra. A preocupação que imerge deste tema é que ao abdicarmos o registro da palavra escrita, estejamos de fato nos abstendo da condição de ser pensante e questionador, Professor tem que antes de tudo ser um eterno estudante, escrevo e me auto corrijo. Percebo o quão parco está meu vocabulário, o quanto peco nas concordâncias, e como necessito ler e escrever muito mais.
A escrita criadora, pessoal, intransferível que nasce das leituras e das vivências e que vem reelaborada por antigos e novos raciocínios, deve ser o objetivo maior de escrever, Esta tarefa em si deveria ser uma meta de todos que educam, que ensinam e que aprendem, num exercício constante de crescimento pessoal e intelectual, Urge a necessidade de escrevermos diante de uma era de "cópia e cola" que está restringindo aos poucos a nossa capacidade de criação
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