Quando optei por trabalhar com Língua Portuguesa foi principalmente por compreender que a escrita e leitura era uma forma de inserção ativa nas próprias profundezas de cada espírito ou mente. Ler e escrever, uma necessidade tão humana quanto os próprios fluxos de pensamentos, nem sempre conscientes, nem por isso menos necessários...Assim poderia discorrer longamente sobre o conceito de escrita de texto como registro da autonomia da palavra no mundo e da leitura como necessidade enquanto ser que pensa, transcende... Mas a intenção aqui não é divagar sobre estas questões, embora a medida que escrevo os argumentos plausíveis cedem aos excessos dos devaneios poéticos, mas sim registrar o quanto é maravilhoso constatar que em plena era tecnológica, do "Cópia e Cola" temos jovens escritores se fazendo nos rudimentares banco escolares das escolas públicas.
Enfim este texto nasceu das aprazíveis vivências de sala de aula com os alunos do 8º e 9º anos da minha escola. A cada exercício de escrita tenho me sentido leitora ávida pelos seus textos. Estão surpreendendo diariamente. Em especial esta semana minha condecoração para Juliana Soares, Vagner Campos, Débora Solano, Ana Júlia de Carvalho, Vinícios Vargas, Sandro Santos, Alice Voese, Eduarda santos... E certamente tantos outros que nas próximas semanas prometem extasiar com o uso sagaz da palavra enquanto mecanismo de resistência num sistema, tantas vezes arrebatador da criatividade.